Pai Natal apanhado a conduzir em contra-mão na A1!
Numa mega-operação da GNR, após uma perseguição de várias horas, um carro patrulha da GNR conseguiu interceptar o trenó do Pai Natal, segundo relatório do agente Cardoso, ao qual tivemos acesso.
Em declarações aos nossos microfones (quer dizer, não foi bem aos nossos, a malta é que se colou à molhada de jornalistas, e também não foi “microfones”, foi mais gravadorzinho de bolso), o heróico agente disse: “Bom, nós demos ordem de paragem ao sujeito condutor da viatura, que nos desobedeceu. Então eu gritei – Pára filho da puta, ou prego-te dois tiros nos cornos que te fodo, meu cabrão! – E foi aí que decidimos que estava na altura de acabar com as boas maneiras e arrancámos atrás dele.”
Apurámos ainda que a perseguição, considerada de alto risco para os agentes, esteve para não se concretizar, uma vez que a viatura dos agentes não pegava. Mas num golpe de sorte, e enquanto o agente Viegas empurrava o carro, o agente Cardoso lembrou-se que colocar a chave na ignição podia resolver o problema.
Ainda tentámos contactar o transgressor, mas não nos foi possível. De novo, o agente Cardoso elucidou-nos: “Nestes assuntos só quem pode falar com a bandidagem somos nós! Já interrogámos o suspeito e ele confessou tudo.”.
À pergunta: “Mas sr. agente, este indivíduo, segundo conseguimos ver dentro do carro da GNR, não parece nada o Pai Natal. Não terá havido um engano?”, mais uma vez, o sempre solícito agente Cardoso disse: “Não houve engano nenhum, nós também percebemos que não parecia o Pai Natal. Mas quando o apanhámos e delicadamente o colocámos no chão e cuidadosamente com a bota no pescoço lhe dissemos para estar quieto, ele respondeu que era um político honesto, homem de família, e que estava atrasado para uma reunião de trabalho em que ia juntamente com outros colegas decidir o montante a atribuir aos bombeiros, para o combate a incêndios.". A resposta do agente elevou os ânimos de todos os jornalistas presentes: “Mas então porque é que dizem que é o Pai Natal e o prenderam?!”, ao que o agente Cardoso esclareceu: “Porque achámos que entre isso e dizer que ele era o Pai Natal, era mais credível a segunda opção, e sempre atraía mais jornalistas…”.
O suspeito seguirá agora para interrogatório, onde, segundo a GNR, deve confessar onde escondeu as renas e quem são na realidade os seus ajudantes.
4, de 1 a 10.
Afixado por: Senhor Doutor em outubro 22, 2003 10:58 PM